Meu cinema clássico: O Clube dos Cinco




Os pseudocults que me perdoem, mas tenho coceira com clássicos. Isso é o resultado de anos e anos ouvindo que os clássicos são a única coisa que presta e que todo o restante é uma pintura pálida da verdadeira arte. Ugh! Talvez por essa razão quando a pessoa começa "mas é um clássico!", meus dedinhos nervosos ficam loucos para criticar a produção da forma mais polêmica possível. E sejamos justos, faço isso com tudo: livros, filmes, séries, TUDO.

Acima desse tique nervoso, no entanto, admito quando existe alguma coisa que realmente vale a lembrança e o verdadeiro prestígio de ser chamado de clássico. Um desses casos é o "Clube dos Cinco" ou "The Breakfast Club", que só tive a paciência de assistir recentemente. 

Você, meu queridinho roteirista, foi um visionário. Não começou hoje - e nem ontem - a banalização dos problemas adolescentes, a crescente desumanização deles ou a sobrecarga emocional e psicológica colocada sobre seus ombros que carregam uma cabeça que ainda não sabe o que quer. Não, não é uma crítica à adolescência, muito pelo contrário, é o momento em que todos deveriam ser livres para abandonar a infância da forma que achar mais conveniente, testar teorias, se dar mal e aprender a lidar com isso. É o momento em que todos deveriam ter a chance de descobrir quem podem ser e como podem chegar lá. É o momento em que se cria sonhos, expectativas e se tem esperança.

Por que raios eu deveria ser obrigada a saber quem eu quero ser aos quarenta quando eu só tenho quinze? Fora que mesmo que eu decida (temporariamente) quem eu quero ser, isso não vai ser julgado até a morte? Porque se de um lado existe a obrigação de se saber quem você quer ser, existe a placa de "você não sabe o que é melhor pra você". Então, qual é a sua verdadeira escolha? Se depender do dilema criado pela própria sociedade (santamente hipócrita), sua escolha será zero. Escolherão por você.

"Clube dos Cinco" se passa dentro de uma escola pública dos Estados Unidos e tem cinco personagens principais: o atleta, o delinquente, o gênio, a psicótica e a patricinha. De cara, a crítica vem para estereótipos, como se apenas uma característica fosse capaz de determinar toda aquela criaturinha. Todos têm um motivo considerado adequado pelo diretor para estarem ali - estão cumprindo castigo, que se trata de escrever uma redação sobre quem acha que são/serão. 

Se me perguntassem aos dez anos quem eu ia ser, responderia que seria uma veterinária e que teria uma ONG para cachorros, que cortaria contato com humanoides e que possivelmente teria uma fazenda. Cinco anos depois, eu queria ser uma legista, trabalhar para a polícia, prender criaturas ruins e ter uma casa enorme para lotar de cachorros. Menos de três anos depois, eu queria ser psiquiatra de crianças e de adolescentes, queria ajudá-los a encontrar seu caminho e tratar suas dores. Hoje eu sou de Letras - de corpo, alma e coração -, não quero ter uma casa enorme, sou muito feliz com a minha Lola e daria uma excelente viajante sem rumo.

Mas as pessoas não querem te dar a chance de testar quem você pode ser. Aparentemente, eu deveria saber o resultado de pessoa que sou aos dezesseis. "Clube dos Cinco" é só uma forma mais interativa de expor isso, com personagens que, graças à sociedade, eram enfiados em nichos e determinados como membros de seu grupo, não indivíduos. O atleta deveria ser descrito como alto, bonitão, burro e entraria na faculdade com bolsa. A psicótica terminaria sozinha e infeliz porque tudo o que acontecia com ela era culpa dela. E assim por diante. Os nossos acertos são influenciados pelos outros ou pelo que nos deram ou pelo que ouvimos. Os erros são nossas falhas, são as nossas péssimas escolhas. 

Se você entrar em uma escola pública brasileira neste exato instante, você encontrará crianças e adolescentes que não veem sentido em estudar porque a maioria ou todos à sua volta acreditam que eles não vão chegar longe, então nem tem por que gastar tempo quando poderia estar trabalhando para pagar as contas. Nas escolas particulares, também há abandono, talvez de uma forma diferente. O pai paga a escola, mas não sabe quem é o filho ou o que acontece com ele. Não sabe que ele mente o tempo todo para encobrir uma autoestima baixa ou que humilha pessoas mais sensíveis para se sentir mais forte.

É a geração formada nesse ambiente de opressão que virá para a sociedade e que a transformará (ou a manterá) para os próximos. Sempre neste ciclo vicioso de prender quando deve libertar e abandonar quando deveria estar do lado. 

Um clássico interessante para refletir essa semana! Até a próxima.

Produtinhos que uso/usei para cuidar de Lola


Vocês já conhecem a Lola, minha filhinha de quatro patas. Quando era bebê, passamos por uma fase difícil, mas guerreira como sempre, Lola venceu essa batalha. 

Acontece que a cadelinha que carregou Lola no ventre não recebeu os cuidados corretos durante a gravidez, o que fez com que sua imunidade baixasse e ela ficasse infestada de ácaros na região das mamas. Quando os bebês nasceram e mamaram, eles ingeriram aqueles ácaros. Isso resulta no seguinte: toda vez que a imunidade da Lola cai, os ácaros naturais da pele de todo cachorrinho triplicam de quantidade (isso não é bom). Esse excesso causa perda de pelo e coceira e, como os cachorros metem os dentes, acaba virando ferida. 

Por essa condição, não posso usar muitos produtos na pele da Lola e tem outros que são meio que obrigatórios. De qualquer forma, vou falar um pouco sobre minha experiência com os produtos que já usei na Lola. São eles: Sabonete Mata Cura, Frontline Spray, Bravecto, Drontal, Pasta Dental Virbac e Removedor de Tártaro Tropiclean*.

* Não usei o Removedor de Tártaro ainda na Lola até porque ela não tem placas significativas. Ele era um produto usado na minha outra cachorrinha e vou contar o efeito que fazia nela!

ATENÇÃO: NÃO UTILIZE NENHUM MEDICAMENTO SEM CONSULTAR UM PROFISSIONAL ESPECIALIZADO. SEU VETERINÁRIO INDICARÁ O MELHOR PARA O CASO DO SEU CACHORRO. ESTA MATÉRIA TEM O INTUITO APENAS DE INFORMAR MARCAS QUE FORAM TESTADAS PELA AUTORA. 

Li no Kindle: Ligeiramente Escandalosos




LEITURA NÃO RECOMENDADA PARA MENORES DE 16 ANOS

Publicado no Brasil em 2015 pela Editora Arqueiro, "Ligeiramente Escandalosos" é o terceiro volume da série "Os Bedwyns" de Mary Balogh. Nele é contada a história de amor vivida por Freyja Bedwyn que, mesmo provida de muita determinação e petulância, se vê enrolada na trama do marquês de Hallmare, Joshua, que tem uma péssima reputação.

Freyja carrega vários fardos. Ela tem o nariz típico dos homens Bedwyn, o que sem dúvida não a ajuda esteticamente, um gênio forte, a mania de usar um discurso ácido e um coração partido que a levou até os vinte e cinco anos solteira.

Durante uma viagem, que ela normalmente não faria, conhece o marquês de Hallmare, Joshua Moore. Ao contrário dela, ele é adepto de jogos emocionais, má conduta e uma terrível tendência de tomar atitudes inapropriadas. Ao menos, é o que parece.

Microchipagem de cachorros




Quem me acompanhou pelo Facebook em 2015 ficou sabendo que eu adotei uma princesa em outubro daquele ano. O nome dela é Lola e, atualmente, ela possui 1 ano e 11 meses. *-*

Lola teve uma história difícil, principalmente no que concerne aos seus primeiros nove meses de vida. Lutamos contra uma disfunção genética originária de uma doença que a mãe biológica dela passou para ela durante a amamentação. Depois de muito remédio homeopático, dietas especiais, sabonetes e reza, Lola venceu essa fase e hoje tem todos os pelinhos no lugar, nove quilos de gostosura e uma energia insuperável.

Para quem me pergunta, respondo que ela nasceu do meu coração, porque para mim, ela é minha filha e ponto. Então, quando você se sente assim, é claro que precisa tomar todas as medidas necessárias para manter seu filhote sempre por perto. Foi assim que entrou o seguinte assunto em pauta: imagina se decido viajar, o que vou fazer com a Lola? Se eu sumo um dia, a menina entra em colapso nervoso, então não rola deixar ela com meus pais por uma semana e viajar por aí. Foi assim que realizei algumas pesquisas sobre todos os pré-requisitos possíveis para levar Lola comigo em todas as viagens que eu puder imaginar. 

Para viagens nacionais, os únicos procedimentos são: atualização da carteira de vacinação e de vermifugação e atestado de saúde assinado e carimbado por veterinário responsável. Para viagens internacionais, alguns trechos e para facilitar no restante, é preciso ter um microchip inserido no dog, sorologia da raiva realizado pelo CZZ, atualização da carteira de vacinação e de vermifugação e atestado de saúde assinado e carimbado por veterinário responsável (pode adicionar um passaporte se for para a Europa, dispensando, assim, a presença de um atestado de saúde do veterinário na hora do embarque).

Das coisas que Lola não tinha, o primeiro passo dos procedimentos é a tal microchipagem, que consiste em inserir um chip no dorso do bebê cão, mais próximo ao pescoço. Esse chip contém todos os dados do dono e do bichinho, o que até facilita em consultas veterinárias ou para contatá-lo caso ele se perca, por exemplo. O microchip é da grossura de um grão de arroz e um pouco maior em comprimento. Eu considerei grossa demais a agulha que insere o treco, mas é a vida. Não tinha como voltar atrás (até porque não tem outro jeito). 

Para colocar o negócio na Lola na posição certa e com segurança, tiveram que colocar focinheira porque ela não deixava ninguém chegar perto (só mamãe) e três pessoas seguraram ela (chorei, tremi e me senti a pior pessoa do mundo). Ela sentiu algum incômodo durante, mas o local não ficou dolorido e não reclamou mais depois. 

Não são todos os estabelecimentos que realizam o procedimento e você precisa tomar alguns cuidados: 

Li no Kindle: Princesa de Papel, de Erin Watt




LEITURA NÃO INDICADA PARA MENORES DE 16 ANOS

Esse livro foi uma experiência engraçada. Estava comprando alguns livros de estudo na Saraiva quando vi a capa de "Princesa de Papel". Me apaixonei de cara como fiz com "A Rainha Vermelha". Não li a sinopse, não vi qual era editora, simplesmente optei por ler. Gosto de fazer isso de vez em quando para ter uma surpresa e, de fato, foi isso o que aconteceu.

Erin Watt, na verdade, é um pseudônimo usado por Elle Kennedy e Jen Frederick. O livro conta, inicialmente, a história de Ella - a protagonista -, mas, aos poucos, vai introduzindo histórias secundárias importantes para o desenvolvimento geral da trama. Ella é uma sobrevivente. Tem dezessete anos, faz o ensino médio durante o dia e trabalha como stripper à noite, usando uma identidade falsa. 

"Alguns adolescentes sonham em viajar pelo mundo, ter carros velozes, casas grandes. Eu? Eu quero ter meu apartamento, uma geladeira cheia de comida e um emprego estável que pague bem, de preferência tão empolgante quanto esperar cola secar." 

Certo dia, na escola, um homem chamado Callum Royal vai até o diretor da instituição e o informa que os pais de Ella estão mortos e que ele é seu tutor. Callum Royal é um homem muito rico e influente, melhor amigo de seu falecido pai, Steve. 

"Essa nunca vai ser a minha casa. Meu lugar não é no luxo. É no lixo. É o que eu conheço. É o que me deixa à vontade, porque a miséria não mente. Não está embrulhada em um pacote bonito. É o que é."

Ele consegue tirar Ella de seu emprego como stripper e de seu quartinho sujo alugado e a leva até a mansão Royal. Lá, no entanto, o que a espera é tão sujo quanto sua antiga vida. 

"Esta casa é uma ilusão. É polida e bonita, mas o sonho que Callum está tentando me vender é frágil como papel. Nada fica brilhante para sempre neste mundo."
 
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