Li e Indico: Sarah Maclean



Não lembro como cheguei nessa digníssima moça, mas ela me fez ter uma série de ressacas literárias incrível. Todos os livros que li por enquanto de Sarah Maclean são romances de época adultos, bem do estilo da Julia Quinn, Lisa Kleypas, Madeline Hunter... essas minhas queridinhas!

O primeiro trio foi a série "Os Números do Amor", que abre uma linha sucessiva de romances. Tenha cuidado e comece por eles se não vai perder muito das jogadas de personagens que a autora faz. 


O primeiro livro cheguei a falar separadamente aqui no blog. O link é esse AQUI! Calpúrnia, a mocinha deste livro, acabou sendo a minha predileta dos três, apesar de eu ter adorado a Isabel (do segundo) e a Juliana (do terceiro). Eles foram publicados pela maravilhosa Editora Arqueiro e estão com um preço meio salgado por enquanto, mas acredito que é só aguardar para voltar ao preço padrão da editora.

Sarah aposta em mocinhas engraçadas, corajosas e independentes, o que, sem dúvida, é o diferencial de seu trabalho. Os moçoilos  Os mocinhos são meio clichês, mas quem não teve uma batida errática por algum tempo que jogue a primeira pedra. 

Dá para ler um por dia sem problemas e surtar para ter a continuação! A segunda série que li foi "O Clube dos Canalhas", que, em termos cronológicos, é o próximo na sucessão de fatos acontecidos na primeira série. Apesar de eu ter adorado "Os números do amor", esta segunda série é e provavelmente sempre será minha favorita. 



Esta série foi publicada pela Editora Gutenberg, mas não perde em nada em termos de cuidado com a capa e com a edição em geral. A diferença é que o estilo dessa série ficou mais semelhante com o original, o que eu achei bem legal de certa forma, pois não esconde minimamente as origens "de banca". 

Apesar da primeira série ser maravilhosa, esta é a melhor sem dúvidas. Os quatro livros giram em torno do grupo de canalhas que administram o clube de jogos mais queridinho do 'submundo'. Cada canalha é mais engraçado que o outro e carregam consigo um contexto mais complexo que os mocinhos anteriores. 


A terceira e última série de Sarah até o momento é 'Escândalos e Canalhas'. Eu li e me apaixonei demais pelo primeiro livro (qualidade quase semelhante à da primeira série), comecei o segundo, mas não estou gostando e isso me dá um pouco de tristeza, devido à linda história de ressacas que criamos. Eles foram publicados pela Editora Gutenberg e o terceiro volume ainda não chegou ao Brasil. 

De toda forma, é aquele tipo de livro que entretém e relaxa, super válido para aquele dia frio ou para aquele momento que você quer um final feliz. <3 p="">


Minha experiência com Aliexpress




O Grupo Alibaba foi fundado em 1999 na China por Jack Ma, o cara que não foi selecionado para trabalhar em um fast food, mas que hoje possui bilhões de dólares em seu bolso. É a vida. Neste ano, a marca Alibaba foi eleita a terceira maior e mais influente marca chinesa, sendo vencida apenas pela Lenovo e Huawei. 

O Aliexpress é um bebê do Alibaba e o paraíso para pessoas que gostam de comprar suas coisas, mas que tentam economizar. A primeira coisa que precisam saber sobre o Aliexpress é que nem tudo que reluz é de ouro, então não se deixe levar pelos preços mais baratos e nem compre meio mundo porque vai dar zebra. A segunda coisa é que você deve ser um consumidor paciente ou vai infartar na primeira compra. 

Dito isto, contarei sobre as MINHAS experiências com compras no Aliexpress. Preciso salientar que nem todas as pessoas tiveram a mesma história que eu e com você pode ser diferente (tanto dessas pessoas quanto de mim). Cada caso é um caso! Mas vamos lá...


Tá, tudo bem, eu desapareci. 
Sabe aqueles períodos em que você precisa fazer uma imersão? Eu sou exatamente uma dessas pessoas que fazem isso de tempos em tempos - bem regulares - para organizar meus pensamentos, minhas perspectivas e, acima de tudo, saber o rumo que preciso tomar. 

O interessante é que toda imersão sempre traz algo de muito profundo e transformador para mim (acho que é por isso que tornei um hábito tão frequente.). Dessa vez, o dilema era entender quais eram meus objetivos até dezembro de 2017 e quais recursos eu precisava destinar a esses propósitos. Depois de bastante reflexão, acho que vou abandonar o tema atual da minha monografia, porque descobri que se trata de algo muito interno, muito pessoal e que não quero compartilhar dessa forma e que, além disso, descobri que "neurolinguística" é um tema muito mais adequado (inclusive para combinar com a minha próxima formação). Mais louco que isso é que depois de trabalhar por uma semana inteira sem um dia de folga, sem ter dormido praticamente nada, eu não consigo dizer para alguém que isso me deixa triste - eu AMO trabalhar MUITO. 

E fui um pouco mais além ao notar as pessoas ao meu redor. Há muitas pessoas que estão se esforçando demais para atender às expectativas de ciclano ou de fulano e esquecem do que elas querem de verdade. Tem uma menina do meu facebook, por exemplo, que fez faculdade, mas o sonho dela mesmo era ser blogueira de moda e não, a faculdade dela nada tem a ver com moda ou com marketing ou com comunicação. Sei que ela fez isso porque os pais pressionaram ou porque ela achava que devia porque todos do seu círculo estavam fazendo, mas não era, de fato, uma vontade intrínseca dela. Assim como ela, vejo outros construindo uma aparência milimetricamente adequada ao grupo no qual estão inseridos, mas acho que eles não estão tão satisfeitos quanto sugerem as fotos. 

Foi assim que finalmente entendi a lição mais importante que a vida me ensinou desde que minha humilde existência deu uma cambalhota em 2014. As escolhas nunca são fáceis e, muitas vezes, o caminho que se deve seguir é um tortuoso, que as pessoas irão desencorajar, mas é o seu caminho. Os passos que acabamos dando são motivo de desagrado, crítica e descrença dos que estão ao nosso redor, mas são os nossos objetivos que devem direcionar o rumo do barco. Foi um caminho espetacularmente desafiador, mas hoje consigo sentar nesta cadeira, digitar neste computador, e ter a certeza de que sou hoje exatamente a pessoa que eu gostaria de ser. Então, no fim deste trajeto que parecia nunca ter fim nestes três anos (e algo antes disso), era que eu queria me tornar quem sou agora. 

O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem a sensação de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. 
Fernando Pessoa

Todos os dias listo meus objetivos. Todos os dias me pergunto o que preciso fazer para alcançá-los. Todos os dias digo para mim que é possível. Todos os dias dou um sorriso gratuito para alguém que parece cabisbaixo. Todos os dias penso que tenho muita sorte.  

Quais pensamentos habitam sua mente hoje?

Li no Kindle: Nove regras a ignorar antes de se apaixonar



É interessante como a gente pode descobrir autoras charmosas lendo livros aleatórios. É claro que o fato de ter sido publicado pela Editora Arqueiro já confere algum mérito a ela, porque é uma casa muito sensível à escolha de seus títulos - principalmente neste gênero: romance de época adulto.

Outros livros publicados, de mesmo gênero, pela editora são a deliciosa e cativante série Os Bridgertons, da adorável Julia Quinn; a série Os Hathaways maravilhosos, da Lisa Kleypas lacradora; a série dos misteriosos Rothwells, de Madeline Hunter; e os diferentes Bedwyns, de Mary Balogh.

Ainda que todos tenham algo em comum - já que todos são romances de época e todos são adultos - cada autora carrega suas distintas características de escrita, de criação de personagem... Este foi o primeiro livro que peguei para ler de Sarah MacLean - sei que comecei errado porque tem uma trilogia antes dessa correlacionada -, mas isso não interferiu diretamente na qualidade da costura entre os personagens e da peculiaridade de sua criação.  Acabou que fiquei tão viciada que peguei a primeira trilogia, já terminei, assim como a segunda e iniciei a última.

Por muito tempo, o gênero ficou estocando prateleiras abandonadas de jornaleiros - sim, acredite - e seus míseros leitores eram moças que sonhavam com o amor. A narrativa amadureceu muito - os livros foram de pockets para tamanho padrão; de no máximo cem páginas para até trezentas; as autoras ganharam reconhecimento e, assim que começou a venda mais firme em livrarias, o público cresce generosamente.

Me aventurei a falar um pouco sobre o assunto porque, é verdade, os poucos livros de ficção que tenho tido mais contato atualmente são deste gênero: suaves e capazes de relaxar qualquer mente estressada. E porque parece que, infelizmente, muitas pessoas ainda não conseguem abrir o coração para uma leitura de entretenimento (como se fosse um pecado ler para se divertir).

Tendo dito isto, acho que é sensato falar sobre a obra em si. NÃO É UMA LEITURA RECOMENDADA PARA MENORES DE 16 ANOS. 

Meu cinema clássico: O Clube dos Cinco




Os pseudocults que me perdoem, mas tenho coceira com clássicos. Isso é o resultado de anos e anos ouvindo que os clássicos são a única coisa que presta e que todo o restante é uma pintura pálida da verdadeira arte. Ugh! Talvez por essa razão quando a pessoa começa "mas é um clássico!", meus dedinhos nervosos ficam loucos para criticar a produção da forma mais polêmica possível. E sejamos justos, faço isso com tudo: livros, filmes, séries, TUDO.

Acima desse tique nervoso, no entanto, admito quando existe alguma coisa que realmente vale a lembrança e o verdadeiro prestígio de ser chamado de clássico. Um desses casos é o "Clube dos Cinco" ou "The Breakfast Club", que só tive a paciência de assistir recentemente. 

Você, meu queridinho roteirista, foi um visionário. Não começou hoje - e nem ontem - a banalização dos problemas adolescentes, a crescente desumanização deles ou a sobrecarga emocional e psicológica colocada sobre seus ombros que carregam uma cabeça que ainda não sabe o que quer. Não, não é uma crítica à adolescência, muito pelo contrário, é o momento em que todos deveriam ser livres para abandonar a infância da forma que achar mais conveniente, testar teorias, se dar mal e aprender a lidar com isso. É o momento em que todos deveriam ter a chance de descobrir quem podem ser e como podem chegar lá. É o momento em que se cria sonhos, expectativas e se tem esperança.

Por que raios eu deveria ser obrigada a saber quem eu quero ser aos quarenta quando eu só tenho quinze? Fora que mesmo que eu decida (temporariamente) quem eu quero ser, isso não vai ser julgado até a morte? Porque se de um lado existe a obrigação de se saber quem você quer ser, existe a placa de "você não sabe o que é melhor pra você". Então, qual é a sua verdadeira escolha? Se depender do dilema criado pela própria sociedade (santamente hipócrita), sua escolha será zero. Escolherão por você.

"Clube dos Cinco" se passa dentro de uma escola pública dos Estados Unidos e tem cinco personagens principais: o atleta, o delinquente, o gênio, a psicótica e a patricinha. De cara, a crítica vem para estereótipos, como se apenas uma característica fosse capaz de determinar toda aquela criaturinha. Todos têm um motivo considerado adequado pelo diretor para estarem ali - estão cumprindo castigo, que se trata de escrever uma redação sobre quem acha que são/serão. 

Se me perguntassem aos dez anos quem eu ia ser, responderia que seria uma veterinária e que teria uma ONG para cachorros, que cortaria contato com humanoides e que possivelmente teria uma fazenda. Cinco anos depois, eu queria ser uma legista, trabalhar para a polícia, prender criaturas ruins e ter uma casa enorme para lotar de cachorros. Menos de três anos depois, eu queria ser psiquiatra de crianças e de adolescentes, queria ajudá-los a encontrar seu caminho e tratar suas dores. Hoje eu sou de Letras - de corpo, alma e coração -, não quero ter uma casa enorme, sou muito feliz com a minha Lola e daria uma excelente viajante sem rumo.

Mas as pessoas não querem te dar a chance de testar quem você pode ser. Aparentemente, eu deveria saber o resultado de pessoa que sou aos dezesseis. "Clube dos Cinco" é só uma forma mais interativa de expor isso, com personagens que, graças à sociedade, eram enfiados em nichos e determinados como membros de seu grupo, não indivíduos. O atleta deveria ser descrito como alto, bonitão, burro e entraria na faculdade com bolsa. A psicótica terminaria sozinha e infeliz porque tudo o que acontecia com ela era culpa dela. E assim por diante. Os nossos acertos são influenciados pelos outros ou pelo que nos deram ou pelo que ouvimos. Os erros são nossas falhas, são as nossas péssimas escolhas. 

Se você entrar em uma escola pública brasileira neste exato instante, você encontrará crianças e adolescentes que não veem sentido em estudar porque a maioria ou todos à sua volta acreditam que eles não vão chegar longe, então nem tem por que gastar tempo quando poderia estar trabalhando para pagar as contas. Nas escolas particulares, também há abandono, talvez de uma forma diferente. O pai paga a escola, mas não sabe quem é o filho ou o que acontece com ele. Não sabe que ele mente o tempo todo para encobrir uma autoestima baixa ou que humilha pessoas mais sensíveis para se sentir mais forte.

É a geração formada nesse ambiente de opressão que virá para a sociedade e que a transformará (ou a manterá) para os próximos. Sempre neste ciclo vicioso de prender quando deve libertar e abandonar quando deveria estar do lado. 

Um clássico interessante para refletir essa semana! Até a próxima.

 
Blog © Desenvolvido por Gabi Mello e Liliana Lacerda
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